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STIPDAENIT PRESENTE NA LUTA CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA REGIÃO AP4 EM AUDIÊNCIA PÚBLICA

06/11/2018

Os representantes da prefeitura que presidiram a audiência pública realizada na tarde desta terça-feira (06) protagonizaram um verdadeiro papelão ao tentar defender uma possível privatização da Região AP4 (Barra, Recreio e Jacarepaguá) e foram prontamente rebatidos pelos representantes sindicais e trabalhadores presentes do auditório do subsolo da Prefeitura. O STIPDAENIT se fez presente com a figura do presidente, Sérgio Luiz Araújo, e do seu diretor de base, Carlos Wagner Quaresma.

A audiência foi marcada por um clima bastante hostil, principalmente por parte dos representantes da prefeitura que estavam assistindo o encontro e por certas vezes debochavam das colocações pertinentes dos representantes sindicais que estavam defendendo seus interesses no encontro. Além do mais as pessoas que presidiram a audiência protagonizaram um show de contradições e mentiras perante ao público presente.

Para a audiência pública, premeditadamente a Prefeitura não convocou a população e também não foram chamados os representantes das comunidades que poderão ser diretamente afetados no bolso com a privatização. Na visão do STIPDAENIT isso é um verdadeiro contra a população, o Estado do Rio e a Cedae.

“A principio essa audiência pública nem era para ser realizada, eles disseram que era a segunda audiência sendo que a primeira a primeira não foi finalizada por motivos de segurança. A Cedae já investiu 1,7 bilhões de reais na Região AP- 4 tendo uma concessão (assinada em 2007) de 50 anos, renováveis por mais 50, iremos até a justiça para impedir essa privatização covarde de uma área extremamente importante para a Cedae”, afirmou o presidente do STIPDAENIT, Sergio Luiz Araújo.

A primeira das contradições daqueles que presidiram o encontro foi logo na abertura ao nomeá-lo como “Segunda” Audiência Pública sobre a Região AP4, sendo que a primeira reunião, realizada no último dia 2 de outubro sequer foi terminada por conta de questões de segurança. Mesmo assim os representantes passaram por cima dos trâmites legais para continuar a reunião.

Em seguida, os representantes apresentaram informações falsas e deturpadas sobre as condições da área de abrangência da Região AP4, uma das mais rentáveis para a Cedae, e que atrai os olhares de possíveis empresas compradoras numa possível privatização, que seria extremamente maléfica para a população do Rio de Janeiro.

Por último, os representantes de Crivella falaram inverdades ao dizer que a tarifa cobrada pela empresa responsável pelo grupo Zona Oeste Mais (responsável pela concessão da região AP5) é 40% mais barata que a cobrada quando o serviço era único e exclusivo da Cedae. Mais um artificio para tentar denegrir a imagem da companhia e justificar a quebra de um contrato assinado por 50 anos para legitimar uma privatização.

NÃO VAMOS DEIXAR PASSAR A PRIVATIZAÇÃO DE UMA ÁREA TÃO IMPORTANTE PARA O POVO DO RIO DE JANEIRO!!! NÃO SE PODE QUEBRAR UM CONTRATO ASSINADO POR CONTA DE INTERESSES PESSOAIS DO PREFEITO!

ENTENDA O CASO

O objetivo do prefeito Crivella é privatizar a região da AP4. Vale lembrar que a Cedae tem investido 1,7 bilhões de reais na região desde 2011. Além disso, a região contribui com a maior arrecadação da Cedae no estado do Rio de Janeiro. Ou seja, é o filé mignon da nossa empresa.

Há um convênio entre a Prefeitura do Rio de Janeiro e a Cedae que garante a prestação do serviço de água e esgoto na Região. Esse contrato é assinado pelo poder público municipal e a companhia com um prazo de 50 anos, prorrogáveis por mais 50, e o prefeito quer passar por cima deste rasgando o contrato.

Em função dos subsídios cruzados, a arrecadação que vem da AP4 é uma das garantias para que a Cedae pague o empréstimo de R$ 4 bilhões com a Caixa Econômica Federal, que está democratizando o serviço de água e esgoto para a Baixada Fluminense. Com este artificio dos subsídios cruzados, a Cedae também beneficia os municípios do interior do estado, que tem pouca ou nenhuma arrecadação para a companhia e com isso pode se investir em infraestrutura para essas regiões.

A entrega da região da AP4 vai excluir milhões de moradores do direito à água, inclusive os moradores das diversas comunidades da região, entre elas: Rio das Pedras, Cidade de Deus, Muzema, Tijuquinha, Canal do Anil, Terreirão, Minha Deusa, São José Operário, Morro da Covanca, entre muitas outras. Toda essa região poderá ficar sem água, caso o Crivella privatize a AP4. Além das outras regiões que terão tarifas mais altas

 

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