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A LUTA CONTINUA! STIPDAENIT PROTESTA EM FRENTE À SEDE DA ÁGUAS DE NITEROI

08/05/2018

Para lutar por uma negociação de Acordo Coletivo de Trabalho mais justa e protestar contra as demissões arbitrárias realizadas no setor de Call Center foi realizado na manhã desta terça-feira um ato em frente à sede Grupo Águas de Niterói, na Avenida Marquês do Paraná, organizado pelo STIPDAENIT e contou com o apoio do STAECNON, CTB, SEEN e Federação dos Químicos do Rio de Janeiro. O ato começou às 8 da manhã e contou com a atenção dos empregados da concessionária que chegavam para mais um dia de trabalhado. Aos trabalhadores foi mostrado que o sindicato se faz presente na luta pelos seus direitos e que não medimos esforços em busca de melhores condições de trabalho.

O ponto mais enfatizado pelos lideres sindicais foi a falta de bom senso da concessionária na hora de negociar as condições para o ACT. O lucro da empresa é cada vez maior, de 2015 para 2016 teve um aumento de 100% nas suas receitas e o Grupo Águas de Niterói oferece apenas a correção da inflação acumulada nos últimos dois anos como aumento salarial e nos benefícios para seus empregados.

“Vamos anunciar na mídia o que a empresa deixa de cumprir no munícipio de Niterói, se a concessão não fosse boa eles já teriam entregado ao poder público. Muitas das vezes tentamos fazer o contato com a direção da empresa e o senhor Cláudio Abduche afirma que está viajando e o trabalhador dando seu sangue para dar resultados e lucros para a empresa. Temos que deixar claro que todo esforço dos trabalhadores tem que ser reconhecido por aqueles que negociam o Acordo Coletivo de Trabalho e oferecer melhores condições para seus empregados.”, afirmou o Sérgio Luiz Araújo, presidente do STIPDAENIT.

Quem também atacou os desmandos do Grupo Águas do Brasil foi o diretor sindical Ary Girota. A visão apenas empresarial da concessionária foi alvo de reclames por sua parte: “Para a empresa, o trabalhador é considerado um colaborador, por tanto, responsável direto pelo lucro milionário do Grupo Águas do Brasil. Trabalhadores vocês são essenciais para que a população de Niterói receba uma água, bom frisar que esta água é produzida pela Cedae e vendida a preço de custo pela estatal para a concessionária, enquanto a diretoria chega com carros importados, vocês chegam à empresa de transporte público, essa é a lógica do capital”, afirmou.

Terceirização será combatida!

Outra medida imoral do Grupo Águas do Brasil que sofreu muitas críticas por parte dos líderes sindicais foi à demissão dos trabalhadores do serviço de Call Center da empresa. Eles são o primeiro contato da concessionária com os clientes, que pagam taxas acima da inflação pelo serviço da empresa. Os sindicalistas deixaram bem claro que qualquer ameaça de terceirização dos serviços será combatida.

"A demissão de cerca de 30 trabalhadores que exerciam o serviço de atendimento ao cliente é uma vergonha! Estamos aqui para pedir que a direção do Grupo Águas do Brasil entrasse em contato com o sindicato e revisse a sua decisão para que pudesse realocar esses trabalhadores para outros setores da empresa. Esses empregados trabalharam 17 anos a serviço do Grupo e principalmente, como gosta de dizer em seu marketing, colaboram para o sucesso corporativo. Porque o pessoal do Call Center é a linha de frente do Grupo, eles mostram o quanto a empresa pode para atender a população. E o pessoal desse setor em Niterói sempre foi educado, prestativo e atencioso com todos os moradores do munícipio. Eles não podem ser tratados como um nada e serem demitidos dessa maneira! Nenhum trabalhador merece esse tratamento.”, afirmou Ary Girota.

Um ponto que também sofreu bastantes críticas foi o modo em que o trabalhador do Grupo Águas de Niterói é tratado. “Hoje os trabalhadores estão aí, fazendo sua tarefa e elevando o nome da empresa, enquanto eles arrancam o coro dos seus funcionários. Sendo que a empresa tem lucros cada vez maiores e quer simplesmente dar como aumento para seus funcionários a correção da inflação. Não vamos deixar esse absurdo acontecer com o trabalhador!”, afirmou Francisco Carlos, diretor de comunicação do STIPDAENIT.

 

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