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A LUTA CONTINUA! TRABALHADORES PROTESTAM EM FRENTE AO EDIFÍCIO-SEDE DA CEDAE

25/02/2014

Para lutar contra a privatização da CEDAE e defender os direitos dos trabalhadores da companhia, foi realizado um ato em frente à sede da CEDAE, na Av. Presidente Vargas, organizado por STIPDAENIT, Sintsama, STAECNON, Senge-RJ e SINAERJ e com o apoio de Força Sindical, Fenatema e CTB. O ato foi iniciado às 18h e teve a adesão de trabalhadores de diversos municípios do estado do Rio de Janeiro. Aos trabalhadores presentes, foi pedido empenho na luta pelo Plano de Cargos e

Salários (PCCS), pela progressão de Letras, pela isonomia e por concurso público imediato para oxigenar a empresa (CAC), além de barrar a PPP privatista idealizada pelo governo estadual. Esse foi o ponto mais enfatizado pelos diretores sindicais durante o ato: a necessidade de manter a CEDAE pública e servindo à população, não ao capital privado. Dentro desse objetivo, uma audiência pública já está marcada para o dia 20 de fevereiro, na Alerj.

O STIPDAENIT disponibilizou aos trabalhadores da base dois ônibus e uma van para a locomoção ao evento. Na visão do presidente Francisco Carlos, a CEDAE vem sendo sucateada pelo governo estadual desde o governo de Marcello Alencar (1995-1998). A redução drástica do quadro de funcionários da empresa também foi alvo de reclamações do presidente: “Há pouco mais de 20 anos , o Estado do Rio de Janeiro tinha a metade da população que tem hoje e a CEDAE tinha em seus quadros treze mil funcionários, que atendiam em tempo real todas as reclamações de seus usuários. O quadro se inverteu e hoje a CEDAE possui em seu quadro metade deste número, enquanto a população dobrou. A CEDAE precisa realizar concurso público para recompor o quadro funcional e prestar melhor atendimento à população”. Ele alertou, ainda, para a tentativa do governo de convencer a população da necessidade de privatização usando a mídia, apesar de essa não ser a solução. “A privatização só trouxe o caos para o povo carioca, principalmente nos meios de transporte, como as barcas, os trens e o metrô. Na energia elétrica, não é diferente. Se o governo não tem competência para administrar uma empresa como a CEDAE, é incompetente para administrar um estado”, salientou.

“Vagner Victer é o coveiro da CEDAE”

O deputado estadual Paulo Ramos (PSol), um dos articuladores da audiência pública para discutir a Parceria Público-Privada (PPP) da CEDAE, esteve presente ao ato e destacou a força dos trabalhadores da CEDAE, a qual manteve a empresa ainda pública apesar da venda de ações e da terceirização de diversos serviços da empresa. “Interessa a CEDAE pública, com os trabalhadores com um plano de cargos, carreiras e salários. Sem as terceirizações. Todos têm que ser cedaeanos”.  Para ilustrar um cenário de privatização, o parlamentar comparou o preço da gasolina com o da água engarrafada, comercializada em mercados e outros estabelecimentos. Segundo o parlamentar, a água comercializada é mais cara que o combustível. “Na verdade, parte da água já está privatizada, que eles inclusive fizeram com que o povo não confiasse na potabilidade da água da CEDAE”. Ele criticou, ainda, a administração da CEDAE, cujo presidente Vagner Victer foi comparado a um “coveiro”. “O governador é o dono do cemitério; o secretário, o administrador do cemitério; e o presidente da CEDAE, é o coveiro. Eles não vão conseguir, pois agora eles estão vivendo uma encruzilhada eleitoral e o povo está indo para a rua contra o governo”.

O vice-presidente da Fenatema, André Paladino, também criticou as privatizações. Segundo Paladino, a privatização não é garantia de um serviço de qualidade. Citou como exemplo a Eletropaulo, companhia de energia elétrica do estado de São Paulo, vendida ao Grupo AES Brasil com dinheiro emprestado pelo BNDES. “O que aconteceu com o setor elétrico eles (os governantes) estão querendo fazer com o saneamento e a água. Vai faltar água, pois energia já está faltando”, destacou Paladino. Ele ainda criticou as demissões em massa quando uma empresa pública é privatizada. “Foram 7.500 na Eletropaulo”.

Trabalhadores tem que se manter unidos

Quando o trabalhador não é demitido, ele é desrespeitado. O vice-presidente da Força Sindical no Rio de Janeiro, Marquinhos da Força, denunciou a prática na CEDAE de um regime de trabalho toyotista, no qual um funcionário realiza o trabalho de três ou quatro, evitando outras contratações e explorando o trabalhador ao máximo. “Ele não pode privatizar a empresa até hoje devido à luta dos sindicatos e a participação dos trabalhadores. Não podemos deixar morrer esse trabalho”, assertiu.

Ary Girota, operador de tratamento de esgoto da ETE de Jardim Catarina (São Gonçalo), manteve os pedidos de força dos trabalhadores. “Todas essas correntes aqui unidas não podem abrir as pernas para o governo do estado, não podem abrir as pernas para essa presidência nefasta que está acabando com a nossa empresa. Entreguem a construção a empresas privadas, mas a operação tem que continuar nas mãos da CEDAE. O presidente da empresa não pode ser alguém de fora, tem que ser alguém do quadro da CEDAE”, assertiu.

Para evitar que trabalhadores do edifício-sede ouvissem as propostas discutidas no ato e se interessassem em participar do evento, a direção da empresa encerrou o expediente mais cedo. A entrada principal foi fechada às 18h40, quando o horário normal é às 19h.  

O ato foi encerrado com uma vaia ao governador Sérgio Cabral e um abraço simbólico no edifício da CEDAE. A mobilização da categoria se concentra agora na Audiência Pública a ser realizada na Alerj no próximo dia 20 de fevereiro.

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