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SERVIDORES PÚBLICOS REALIZAM ATO UNIFICADO NAS ESCADARIAS DA ALERJ

10/12/2015

Em um movimento unificado, os servidores públicos Rio de janeiro fizeram um ato contra o Governo do Estado nesta terça-feira, dia 8, nas escadarias da Alerj. O objetivo era protestar contra o atraso no pagamento dos salários e cortes nos investimentos públicos, como saúde e educação. Estiveram presentes sindicatos de diversas categorias, como professores, técnicos administrativos de universidades e escolas técnicas, corpo de bombeiros, profissionais da saúde, segurança pública e, inclusive, o STIPDAENIT.

Enquanto o ato ocorria, uma comissão de servidores, da qual o STIPDAENIT fez parte representado pelo delegado sindical Ary Girota, se reuniu com o presidente da Alerj, Jorge Picciani, para discutir a pauta do movimento, da qual fazem parte o cumprimento da lei que estabelece reajuste, pagamento dos direitos trabalhistas dos terceirizados (que estão sem receber salário em virtude da crise econômica), redução de cargos comissionados e fim das parcerias público-privadas. Picciani não deu garantias de pagamento do décimo-terceiro nem dos salários futuros, dizendo que o governo negocia empréstimos para arcar com esses compromissos. Ele inclusive disse ser favorável à privatização da CEDAE como forma de arrecadar recursos para o pagamento dos servidores. “Ele (Picciani) defende hoje que  a venda da CEDAE a um valor estimado de 4 bilhões de dólares vai resolver o problema da folha de pagamento. Eu pergunto: alguém aqui acredita que se a CEDAE for vendida, se esse dinheiro vai vir para o bolso de cada um de nós?” perguntou Ary Girota aos demais participantes do ato, após a reunião com Picciani.

Em alusão ao parcelamento dos salários e as incertezas futuras, diversos servidores estenderam em frente às escadarias calças e bermudas com bolsos vazios e carteiras vazias, dando uma demonstração de criatividade. “A intenção é denunciarmos a falta de prioridade com o serviço público e o  mau uso do dinheiro público que Cabral e Pezão fazem em nosso estado. Diversas escolas estão há meses sem limpeza e em condições insalubres, inclusive sem papel para as atividades escolares”, explica Ricardinho, diretor do SEPE-RJ, o qual teve a idéia.

Apesar de a questão salarial ser a grande catalisadora da mobilização, a crítica dos manifestantes não se concentrava exclusivamente nos salários, pois também foram constantes as reclamações sobre a má gestão financeira do Estado no geral. Na educação, foram reduzidos o número de cursos em escolas técnicas, interrompidas as refeições nos colégios e suspensos os pagamentos de bolsas e terceirizados da UERJ – em protesto ao quadro caótico que a instituição se encontra, alunos ocuparam a universidade. Na saúde, devido à falta de pagamento das organizações sociais (OSs), dos fornecedores e das empresas terceirizadas, diversas unidades tiveram seus atendimentos reduzidos ou paralisados. “Em São Paulo, vi os jovens ocupando suas escolas, fazendo uma grande mobilização e organização. Aqui no Rio de Janeiro, nós adultos, temos que fazer o mesmo”, disse a professora estadual Andreia Vieira, sugerindo que a mobilização dos manifestantes seja contínua.

Mas, apesar do quadro caótico, o governo enviou projeto à Alerj  um projeto para repassar quase R$ 39 milhões à Supervia. Não anuncia cortes de cargos comissionados nem de isenções fiscais bilionárias a empreiteiros – segundo o movimento dos servidores, são mais de 6 bilhões só em 2015. “O Governo quer fazer os trabalhadores pagarem pela crise” era a frase mais repetida pelas lideranças que faziam uso da palavra durante o ato.

Novo ato será realizado no próximo dia 15, desta vez em frente ao Palácio Laranjeiras, sede do Poder Executivo. O STIPDAENIT apóia os atos dos servidores públicos e convoca todos os cedaeanos a entrarem nessa briga. Apesar de nossos salários estarem em dia, como empregados públicos também estamos suscetíveis aos interesses do governo, vide as ameaças de privatização da CEDAE. Além disso, os serviços públicos são usufruídos por nossos familiares e lutar por um serviço público de qualidade é obrigação de todo cidadão. Vamos à luta!

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