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PROPOSTAS PARA O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO LESTE FLUMINENSE SÃO DISCUTIDAS EM SEMI

27/11/2015

O Fórum Intersindical do Leste Fluminense realizou nesta quarta-feira 24 seu 3º seminário, cujos temas foram a superação da crise econômica, o desenvolvimento regional e geração de emprego e renda. O evento ocorreu na sede da OAB em Itaboraí e contou com a presença de diversas entidades sindicais, inclusive o STIPDAENIT, representado pelo diretor de Imprensa e Comunicação Francisco Carlos. Empresas dos setores de infraestrutura e energia, como CEDAE e Petrobras, foram convidadas, mas não compareceram. A classe política se fez presente com o vereador de São Gonçalo Diney Marins e um representante do deputado estadual Dr. Sadinoel.

Os participantes decidiram redigir uma carta que levará ao Poder Público as principais reivindicações do fórum. Segundo a organização, a carta será aprovada por todas as entidades e divulgada em breve.

Na abertura do seminário, o presidente do Sinticom Manoel Vaz destacou que a união dos trabalhadores é fundamental para a classe trabalhadora fazer uma pressão conjunta por suas reivindicações e superar as dificuldades. “Nossa união assusta muito mais os maus governos e os empresários que gostam de precarizar a classe. Unidos, saímos do corporativismo e passamos a olhar a situação de toda a região dentro de uma perspectiva macro, desenvolvimentista”. O diretor do Seen (Sindicato dos Empregados de Edifícios de Niterói) José Juvino fez coro com Manoel Vaz e destacou que o fórum é propositivo. “Temos que criticar, mas também apresentar alternativas”.

Foi exatamente o que os participantes fizeram ao longo do dia. Como era de se esperar,o Comperj, mais vultoso projeto que o município de Itaboraí já recebera e no qual se concentraram grandes expectativas de toda a região leste fluminense, foi o foco inicial das discussões. Entre a frustração e a necessidade de seguir adiante, críticas à Petrobras e à corrupção, que provocou perdas bilionárias à estatal e a redução das atividades no complexo petroquímico – menos de mil trabalhadores continuam ativos no local, número bem inferior aos 25 mil contratados no auge das obras – além de afetar a cadeia produtiva de setores, como a indústria naval, que teve no fechamento temporário do Estaleiro Mauá, em Niterói, um dos símbolos de sua queda no Rio de Janeiro - 3,5 mil postos de trabalho foram fechados no local. De acordo com um representante do sindicato dos metalúrgicos, esses trabalhadores seguem sem receber o valor de suas rescisões contratuais. “Por isso, uma proposta que deixo aqui é a inclusão do contrato de trabalho dos operários nos seguros firmados pela Petrobras ao realizar uma obra”.

Como pedido por Juvino, os participantes também apresentaram diversas propostas. O diretor de imprensa e comunicação do STIPDAENIT, Francisco Carlos, incentivou a cobrança por mais investimentos públicos no saneamento básico através da CEDAE e o fim das parcerias público-privadas no setor. “Saneamento envolve obras. Obra gera trabalho, que gera renda, que movimenta a economia e assim a região cresce. Com o investimento público, o bem produzido fica para a sociedade. Com a PPP, o bem público vai para as mãos da iniciativa privada e , como as concessões são renovadas por 20, 25 anos, ele não volta a ser público”. Francisco também propôs que as indústrias realizem o tratamento de seus resíduos através de biodigestores, de forma a gerar energia e economizar outras fontes. “Propostas e soluções nós temos. A questão é a vontade das autoridades de fazerem”.

 Cesar de Almeida, diretor geral do Conleste, destacou a necessidade de uma reforma política no Brasil e a redução da diferença na divisão do ICMS entre os municípios. O secretário de Governo de Magé José Luiz ressaltou a importância dos planos diretores  municipais serem elaborados junto à população para garantir os interesses dos municípios menores frente à articulação do Governo do Estado com o município do Rio de Janeiro “Assim estamos fazendo em Magé e sugiro que os demais municípios façam o mesmo. Dentro da Câmara Metropolitana (composta por Governo do Estado e os 21 municípios da Região Metropolitana) o governo e o município do Rio de Janeiro tem 50% de peso nos votos, ou seja, é fácil para eles empurrarem para os municípios menores os projetos que não são interessantes para a capital. Por isso é importante essa articulação entre os municípios do leste fluminense e suas populações”. Ele também destacou a importância dos sindicatos na superação da crise econômica.

Camila de Melo, representante da CUT, lembrou que a participação das pessoas na vida política de sua região é fundamental para que as melhorias sejam conquistadas. “Assim, o indivíduo participa da mudança social. Quando as famílias participam da escolas, as notas dos alunos melhoram e a escola é bem mais cuidada”, citou como exemplo.

Fernando Telles, professor da Escola Técnica Henrique Lage, lembrou que investimentos em educação precisam ser maiores no país, pois investir na juventude para garantir o desenvolvimento tecnológico e a criação de novos nichos econômicos. “Tem muitos projetos interessantes sendo realizados por estudantes de ensino técnico, inclusive. Na nossa escola, temos alunos que já ganharam prêmios internacionais. Ou seja, é uma questão de dar oportunidade para os jovens e os trabalhadores estudarem, se capacitarem, para novos nichos econômicos serem explorados e gerarmos mais empregos e renda”.

No geral, o tom do seminário foi positivo. “Não há deserto que não há água. Isso vai ter que acabar um dia sendo favorável ao trabalhador”, destacou o diretor geral do Conleste César de Almeida. “O homem inteligente eh aquele que tira proveito dos seus piores momentos e nos vamos tirar proveito desse pior momento da região analisando, discutindo e propondo”, disse Marquinhos da Força, vice-presidente da Força Sindical-RJ. “O movimento sindical foi convocado para resolver o que nao foi ele quem criou. Mas somos obrigados a participar pois se não, a solução servirá para os outros, não para a classe trabalhadora”, disse José Luiz.

 

 

 

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