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STIPDAENIT DEFENDE MAIS EDUCAÇÃO E EMPREGOS PARA SÃO GONÇALO E NITERÓI

25/09/2015

Com o objetivo de discutir políticas públicas para a criação de empregos e estímulos ao desenvolvimento dos municípios da região leste do Rio de Janeiro, como Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, a Câmara Municipal de São Gonçalo realizou, junto ao Fórum Intersindical do Leste Fluminense, uma audiência pública nesta quarta-feira, dia 23. Participaram os vereadores Diego São Paio (PRP) e o presidente da Casa, Diney Marins (PSB), além de moradores locais, universidades e entidades sindicais participantes do fórum, como STIPDAENIT, representado pelo presidente Sérgio Araújo e o diretor de Imprensa e Comunicação Francisco Carlos, Força Sindical-RJ, Sintronac (rodoviários), Sinticom (construção civil), SEEN (empregados de edifícios), Sintivest (vestuário) e Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio de Janeiro. Como uma audiência não foi suficiente para a deliberação de propostas concretas, Diney Marins adiantou que será marcada uma nova audiência com esse objetivo e a criação de uma comissão mista envolvendo vereadores, sindicatos e demais organizações da sociedade civil.

O principal tema da audiência foi educação. Entre todos os que fizeram uso da palavra, houve um consenso sobre a necessidade de ampliar a oferta de educação no município de São Gonçalo para  a geração de empregos e desenvolvimento intelectual compatíveis com a população de 1,5 milhão de habitantes, a segunda maior do estado.

- No entanto, precisamos ter uma educação adequada à demanda de empregos para que possamos gerar renda e aumentar o PIB local. O governo federal investiu em qualificação técnica, mas de que adianta o cara estar com um diploma em casa? Tem que investir na criação de empregos também para acompanhar esse aumento de qualificação – destacou Marquinhos da Força, vice-presidente da Força Sindical-RJ.

Na sequência dos discursos, o pró-reitor da Universidade Cândido Mendes, Raimundo Martins, destacou que o município precisa ter maior autonomia educacional e que precisam ser retomados os investimentos no Comperj, cujas obras movimentam todo o Leste Fluminense.

Após a fala do acadêmico, o presidente do Sinticom, Manoel Vaz, disse que as universidades precisam estar mais integradas à classe trabalhadora. “O tempo do chicote acabou. Agora, o trabalhador quer mais qualidade de vida, mais qualificação também. É importante que as universidades, tão distantes da classe trabalhadora, se aproximem mais”. Ele também criticou o baixo número de vereadores presentes à audiência – apenas dois de um total de 26 parlamentares. “Parece que os vereadores têm medo do povo”.

Segundo Juvino, presidente do SEEN (Sindicato dos Empregados de Edifícios de Niterói), as verbas destinadas ao município precisam ser melhor acompanhadas pela população. Para isso, ele sugeriu a criação de um conselho com integrantes da sociedade civil para acompanhar a Secretaria Municipal do Trabalho de São Gonçalo. “Não podemos ter uma secretaria de trabalho sem um conselho de trabalho. Recursos têm e é dinheiro “carimbado”, que não pode ser usado além da formação profissional. Uma coisa muito importante seria a criação de uma comissão mista para acompanhar essas verbas da secretaria”.

O vereador Diego São Paio também fez menção à necessidade de maior controle das verbas públicas. “O dinheiro público nada mais é do que o dinheiro gerado pela classe trabalhadora. A gente acredita nessa discussão da educação, pois nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir. Não há ouro caminho se não através da educação”.

STIPDAENIT defende investimento em saneamento e incentivos à educação ambiental

O diretor de comunicação do STIPDAENIT Francisco Carlos fez uso da palavra e para ressaltar a importância do saneamento básico no desenvolvimento de uma cidade. “O que seria uma cidade construída se não tivesse tubulação de água tratada e coleta de esgoto com uma estação de tratamento? A água é o foco principal porque ninguém vive sem água. Quando a gente fala no esgoto, geralmente a população reclama do esgoto a céu aberto, mas ninguém se preocupa com o destino dessa água suja. É um fator importantíssimo para a população porque esse resíduo traz doença para a população se ele não for bem tratado”. Ele também sugeriu a criação de uma disciplina específica sobre meio ambiente nos currículos escolares, pois acredita que a cultura de maus tratos com os recursos naturais precisa ser mudada desde a infância para ter resultados no futuro. “A educação é o alicerce primordial para a evolução de um ser humano. A gente tem que preparar nossos jovens de hoje para que daqui a 50 anos tenhamos uma população realmente preocupada com o meio ambiente. A poluição, o desmatamento, tudo isso impacta no fornecimento de água e é importante que a população se dê conta disso. Então, temos que começar pelo banco escolar”. Mas, segundo o vereador Diney Marins, essa proposta já foi feita pelo Poder Legislativo e rejeitada pela prefeitura. 

Falando de ensino, o professor da Escola Técnica de Ensino Fernando Telles destacou que a instituição terá a partir de 2016 um curso técnico de saneamento básico. “O trabalho é a forma que o homem tem de produzir aquilo que é necessário para ele. Trabalho e educação são inerentes ao homem e inseparáveis dele, são duas linhas que tem que estar sempre juntas”.

Moradora de São Gonçalo desde os 2 anos de idade, Lucinalva chegou a se emocionar na tribuna ao comentar as atuais condições de vida no município. “O povo de São Gonçalo está cansado. Precisamos que a Câmara dos Vereadores se ligue na importância de mudar a cultura da negociação em nosso município. Muita gente em São Gonçalo esta vivendo aqui por viver. Nós temos que nos unir e mudar essa realidade, pois São Gonçalo está virando chacota nacional, muito por causa de programas tendenciosos da TV Globo”.

Fernando Paulino, diretor do Sindicato dos Jornalistas, aproveitou a menção de Lucinalva à mídia e pediu a união de esforços para a criação do Canal da Cidadania, emissora de TV aberta da qual todos os municípios do Brasil tem direito, o que seria mais uma ferramenta de educação e, na visão do jornalista, “emancipação da sociedade na comunicação”. “Estamos em um processo de transformação da TV e isso significa que novos canais poderão ser abertos. Todos os municípios têm direito ao seu próprio canal e para isso, é necessária a criação de um conselho municipal de comunicação”.

No encerramento da audiência, uma jovem cadeirante de nome Edith pediu a palavra para reclamar da falta de acessibilidade no município. “Sempre que vou a algum lugar tenho que pedir ajuda para subir. As calçadas não têm rampa. Na prefeitura não tem rampa. Os motoristas me ignoram e olham de cara feia. Por isso, tenho que procurar tudo o que quero fazer na vida em Niterói”. Em resposta, o vereador Diney Marins disse que reconhece as dificuldades da atual sede da Câmara Municipal e convidou Edith para conhecer o novo edifício-sede da câmara, que será inaugurado em março e terá os acessos necessários para cadeirantes.

Em Niterói, secretários municipais não comparecem à audiência

Em Niterói, a audiência presidida pelo vereador João Gustavo (PPS) começou às 21h da noite e teve a presença das mesmas entidades que estiveram algumas horas antes em São Gonçalo, inclusive o STIPDAENIT, representado pelo presidente Sérgio Araújo. Ao abrir a audiência, João Gustavo leu o edital de convocação, que pedia o comparecimento de secretários municipais de setores-chave como transportes, educação e infraestrutura. Apesar disso, nenhum secretário compareceu à audiência. 

Ao discursar, Sérgio Araújo enfatizou a necessidade de as entidades sindicais se unirem para enfrentar o difícil momento econômico vivido pelo Brasil e que pode, inclusive, afetar o município de Niterói, contrariando algumas opiniões na Casa. “O Brasil enfrentou uma recessão nas décadas de 70 80 e o momento de hoje nas esferas nacional, estadual, e municipal também é grave. Nós, como dirigentes sindicais, temos uma importância em tentar amenizar essa crise. Niterói, por exemplo, tem a maioria dos moradores trabalhando em outros municípios que, sendo afetados pela crise, pode ocasionar demissões. Muitos, inclusive, trabalhavam no Comperj e já foram dispensados. Nós deveríamos dar prosseguimento à defesa das categorias profissionais e sair dessa audiência com o fórum sindical visitando cada categoria específica, de forma a conhecermos as necessidades de todos e redigirmos um documento comum para levar ao governador do estado e o prefeito. Temos que ficar preocupados com as PPP’s não só para o saneamento como também para a  educação e o transporte.”

Sérgio também opinou que o saneamento básico deveria ser abordado nas salas de aula e se mostrou satisfeito com a informação recebida na audiência de São Gonçalo de que a Escola Técnica de Ensino Henquire Lage terá a partir de 2016 um curso técnico de saneamento básico “Como presidente do sindicato acho que o saneamento tem que ser implementado no currículo escolar por ser uma área fundamental na infraestrutura de qualquer cidade, importantíssima para a qualidade de vida da população”.

 

 

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