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NO DIA DO MEIO AMBIENTE, O SANEAMENTO BÁSICO TEM POUCO A COMEMORAR

03/06/2015

O Dia Mundial do Meio Ambiente é comemorado em 5 de junho. A data serve para ser feita uma reflexão acerca da proteção aos recursos naturais do planeta e sua exploração, que precisa ser cada vez mais pensada de forma sustentável. Em um ano de crise hídrica, a preservação da água ganha um destaque especial. Infelizmente, não teremos muito que comemorar a respeito disso, pois a despoluição de mares, lagos e rios no Brasil e no mundo ainda deixa a desejar e causa diversos impactos negativos em nossa sociedade.

Enquanto fazemos um trabalho de formiguinha economizando água de todas as formas possíveis, temos que aturar a falta de competência do poder público no combate à poluição dos recursos hídricos, que acarreta ainda mais desperdício de água. Os rios com dejetos contaminam os mananciais de captação e dificultam o tratamento da água que iremos consumir, levando ao desperdício. Assim funciona no Rio Guandu, que tem 48,3% de suas águas desperdiçadas devido aos rios afluentes carregados de esgotos da Baixada Fluminense. Ou seja, ao invés de desperdiçar água e gastar mais com o tratamento, por que não tratar o esgoto que chega a esses rios? Situação semelhante ocorre em São Paulo, cuja represa Billings, vista pelo governo local como uma alternativa para o abastecimento da população, tem grande parte de sua água extremamente poluída e que sequer serve para ser tratada. Podemos mencionar também o Rio Tietê, símbolo nacional de poluição, continua com seus status intocável, infelizmente.

Voltando a falar do Rio de Janeiro, lamentamos a inconclusa despoluição da Baía de Guanabara. A operação faz parte do Programa Sena Limpa, do Governo do Estado, que entre outros objetivos visa a despoluir 80% da Baía de Guanabara até as Olimpíadas de 2016. Apesar dos avanços em praias da capital, a Baía de Guanabara não ficará pronta dentro do prazo, conforme reconheceu no começo do ano o  secretário de Estado do Ambiente. Palco de uma das competições olímpicas, sua situação tem gerado reportagens no mundo inteiro falando da incompetência das autoridades para resolverem o problema. Uma vergonha para o Rio de Janeiro e o Brasil.

No mundo inteiro, são 2,5 bilhões de pessoas sem acesso a saneamento, sendo 768 milhões sem água – no Brasil,  são 40 milhões sem acesso a água e 103 milhões sem acesso a esgoto.  Números que poderiam ser reduzidos caso houvesse um esforço mundial pela conservação dos mananciais. O termo desenvolvimento sustentável ganhou força nos anos 2000, mas ainda assim insuficiente para conscientizar indústrias e governos da necessidade de se produzir menos e preservar mais, de forma a garantir que o meio ambiente possa continuar a prover as gerações futuras de recursos naturais.

Assim, presenciamos cúpulas e conferências entre os países mais influentes do mundo firmando compromissos e fazendo discursos bonitos, mas que no final das contas não apresentam resultados práticos, pois a competição econômica não permite. Vide a China, celebrada como a maior economia mundial, mas com níveis de poluição do ar tão intensos que obriga os visitantes da Praça da Paz Celestial, ponto turístico da capital Pequim, a utilizarem máscaras. Seus rios não ficam atrás, pois 40% se encontram seriamente poluídos e 20% impróprios para o contato humano.

Enquanto o dinheiro se sobrepor à preservação do meio ambiente, continuaremos a não ter o que comemorar no dia 5 de junho. Os avanços ainda são poucos em relação às necessidades, e mais avanços só serão possíveis com investimentos pesados e compromissos sérios firmados por todas as autoridades responsáveis. A nós, cabe fazer a nossa parte, separando os materiais recicláveis, evitando jogar lixo nas ruas, rios, lagoas e praias, consumindo apenas o necessário de água, entre outras ações, sem nos esquecermos de cobrar das autoridades as obras de saneamento tão necessárias para trazer mais dignidade à nossa população e preservar nossas águas. 

 

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