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COBERTURA DE ESGOTO NO BRASIL AINDA ABAIXO DO NECESSÁRIO

13/02/2015

O índice de coleta de esgoto no Brasil é de 54,16%. Essa é a média calculada de acordo com dados do novo relatório do Serviço Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), ligado ao Ministério das Cidades. Para um país que almeja alcançar a universalização do saneamento até 2033, ainda falta muito.

Dentro desse percentual de 54,16% de esgoto coletado, recebe tratamento 69,42%. Isso significa que apenas 37,8% da população tem seu esgoto devidamente tratado, enquanto que o restante é despejado in natura nos rios, lagos e mares brasileiros. A falta de tratamento atinge não só as cidades do interior ou a periferia das regiões metropolitanas, como também os bairros nobres das grandes cidades. Os governos estaduais até tem tomado algumas iniciativas para reduzir a poluição através da coleta e tratamento de esgoto, como o Programa de Despoluição da Baía de Guanabara, cuja meta é tratar 16 mil litros de esgoto dos municípios do entorno da baía até 2016. Mas, muitas vezes os projetos para o saneamento ficam apenas nas promessas dos governantes.

Outros avanços ocorreram com as obras do PAC, mas em ritmo muito lento. Levantamento do Instituto Trata Brasil, elaborado com números do período de 2009 a 2013, aponta que mais da metade das obras de esgotamento sanitário encontravam-se paralisadas ou incompletas. Os motivos são os mais diversos, como prefeituras que não entregam projetos para receberem os recursos, falta de empresas interessadas nas licitações, dificuldade na obtenção de licenças ambientais e lentidão na execução de intervenções locais e obras de infraestrutura.

Entre as regiões do Brasil, o melhor índice é o da Região Sudeste, com 66,04% de coleta. A Região Norte, por outro lado, tem o pior desempenho, com apenas 16,64% de coleta. O estado que mais coleta esgoto é São Paulo, com 75,39% e os piores são Amapá e Pará, com 6,07%. O Rio de Janeiro tem o 5º maior índice (53,12%), o que não é necessariamente um motivo de orgulho se considerarmos as péssimas pontuações dos demais estados - apenas São Paulo, Distrito Federal, Paraná e Minas Gerais tem indicadores acima do índice nacional de 54, 16%. Veja, ao final da matéria, a classificação de todos os estados.

Para o Brasil cumprir com a meta de universalizar o saneamento até 2033, muitos passos ainda precisam ser dados. Mais investimentos devem ser feitos e as três esferas de poder - federal, estadual e municipal - precisam agir em conjunto, pois de nada adianta o repasse federal de verbas para os operadores de saneamento se prefeituras e governos estaduais não derem o suporte necessário para a realização das obras. Nunca é demais destacar que a coleta e o tratamento do saneamento trariam retorno imediato na saúde da população e na qualidade de nossas águas, permitindo captação e tratamento de uma quantidade maior com um custo menor.

Classificação dos estados por índice de coleta de esgoto

São Paulo

75,39

Distrito Federal

66,13

Paraná

64,86

Minas Gerais

62,33

Rio De Janeiro

53,12

Bahia

52,34

Goiás

51,59

Roraima

44,55

Espírito Santo

41,93

10º

Paraíba

37,45

11º

Ceará

34,95

12º

Mato Grosso

33,51

13º

Mato Grosso Do Sul

32,85

14º

Rio Grande Do Sul

31,21

15º

Pernambuco

26,77

16º

Maranhão

26,47

17º

Amazonas

25,76

18º

Rio Grande Do Norte

24,62

19º

Alagoas

22,57

20º

Sergipe

22,39

21º

Santa Catarina

19,97

22º

Tocantins

18,73

23º

Acre

17,69

24º

Piauí

8,51

25º

Rondônia

8,14

26º

Amapá

6,07

27º

Pará

6,07

 

 

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