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NESSE VERÃO, A IMPORTÂNCIA DE ECONOMIZAR ÁGUA É AINDA MAIOR

16/01/2015

O Brasil é um país tropical, acostumado com chuvas frequentes e possuidor de 13% das reservas de água doce do planeta. Dessa forma, a população tem o costume de utilizar água sem limites ou consciência, desperdiçando sem se preocupar com o futuro. Mas, com a redução da quantidade de chuvas, a população das cidades mais atingidas pela seca começa a elaborar maneiras de fugir da escassez e aproveitar da melhor forma possível a água disponível, como temos acompanhado diariamente pela mídia o estado de São Paulo, onde a capital e diversos municípios da região metropolitana e do interior agonizam.

No estado do Rio de Janeiro, a seca ainda não afetou a população da região metropolitana, mas alguns municípios do interior do estado já sentem os efeitos da falta de chuvas. Um levantamento feito pelo governo estadual revelou que 13 mil produtores rurais estão sendo afetados pela estiagem, o que provocou queda de 5% na produção de hortaliças, 15% na de cana de açúcar e 20% na de leite. Com o enfraquecimento da produção, a economia local perde força, afetando as famílias e os municípios mais dependentes da agricultura.

Segundo o Instituto Climatempo, a previsão é de um verão duas vezes mais chuvoso que  o anterior. Essa é a esperança da população flumiense para não sofrer escassez semelhante à de São Paulo: as chuvas vão aparecer, antes tarde do que nunca. Afinal, se as chuvas demorarem muito a cair, os reservatórios de água do estado vão ficar em situação cada vez mais crítica.

A última medição da ANA nos reservatórios do Paraíba do Sul, feita nesta quarta-feira dia 14, mostra um nível médio de 2,23%, a pior média dos últimos 36 anos. Devido à queda vertiginosa de nível, a agência vem reduzindo desde maio do ano passado a vazão da água distribuida do Paraíba do Sul para a represa de Santa Cecília, da Light. A vazão era de 190 m³/s em maio e agora se encontra em 140m³/s. Se não chover, vai cair ainda mais.

Uma forma de mensurar o efeito dessa estiagem é a comparação do nível dos reservatórios em anos anteriores. Há exatamente 1 ano, o nível médio dos quatro reservatórios do Paraíba do Sul era de 53,21%. Dois anos atrás, o valor era ainda maior: 59, 51%. Em 14 de janeiro de 2012, três anos atrás, o nível médio estava em 72%. A queda de nível é constante, mas nunca foi tão brusca como agora. Pior do que isso, só o ano de 2004, que registro média de 26,82%, mais de dez vezes superior ao nível atual. Veja, abaixo, as médias desde 2002:

ANO

MÉDIA

2015

2,23%

2014

53,21%

2013

59,51%

2012

72%

2011

86,08%

2010

89,94%

2009

60,6%

2008

40,86%

2007

70,1%

2006

81,2%

2005

60,48%

2004

26,82%

2003

27,1%

2002

30,73%

 

Não  há motivo para desespero, pois há outras alternativas para o abastecimento e ainda estamos dentro do período de chuvas. Mas, é importante a população ter consciência de que a água não é um recurso infinito e precisa ser conservada para não perdermos qualidade de vida. 

 

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