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ESTIAGEM SEGUE REDUZINDO CAPACIDADE DOS RESERVATÓRIOS DO PARAÍBA DO SUL

14/01/2015

A seca que deixa São Paulo com as torneiras secas é a mais "famosa" dentre as que assolam diversas regiões do país. Mas, aqui no Rio de Janeiro a situação também começa a ficar preocupante, com municípios do interior sentindo os efeitos da falta de chuvas. Os atuais índices dos principais reservatório do estado são os piores das últimas décadas, o que tem feito a ANA - Agência Nacional de Águas - reduzir seguidamente a vazão do Rio Paraíba do Sul, com o objetivo de preservar os estoques. Enquanto isso, a Cedae descarta racionamento, possibilidade indicada por alguns especialistas.

Nesta quarta-feira, dia 14, a ANA – Agência Nacional de Águas – divulgou que o nível médio dos reservatórios do Paraíba do Sul caiu para 2,23%. No começo do mês de dezembro, esse percentual era de 3%, enquanto que em novembro estava em 6%. É a pior média dos últimos 36 anos. A redução se deve às poucas chuvas entre os meses de agosto e novembro, período no qual era esperada a queda de 420 mm, mas só caíram 40 mm.

Apesar de a CEDAE descartar racionamento na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, alguns municípios do estado já sentem os efeitos da escassez de água. Com a redução das chuvas, o setor agropecuário já enfrenta um prejuízo nos últimos três meses.

— Estamos com escassez de chuvas nas regiões de maior produção do estado, principalmente no eixo que vai de Nova Friburgo, na Região Serrana, em direção ao Noroeste Fluminense, passando por Itaperuna, Itaocara, até quase a divisa com o Espírito Santo. Campos e São Fidélis também sofrem com a seca — informou, ao jornal O GLOBO, o secretário estadual de Agricultura e Pecuária Christino Áureo. O secretário acrescentou que o governador está preocupado com a situação e deve anunciar, até o fim do mês, um plano emergencial para os produtores rurais que tem sofrido com a falta de chuvas.

A situação no Paraíba do Sul é tão preocupante que a ANA autorizou a redução da vazão da barragem de Santa Cecília, localizada em Barra do Piraí e utilizada pela Light, de 160 m³/s (metros cúbicos por segundo) para 140 m³/s até 31 de janeiro. Importante ressaltar que outras reduções foram realizadas ao longo do ano passado. Em maio, a redução foi de 190 m³/s para 173 m³/s; em julho, caiu para 165 m³/s;  em setembro, passou para 160 m³/s, até chegar à redução atual. O objetivo, segundo a agência reguladora, é “preservar o estoque de água disponível nos reservatórios da bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul devido à importância da bacia para o abastecimento de várias cidades, inclusive para a Região Metropolitana do Rio de Janeiro”. São 15 milhões de pessoas de Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais abastecidas pelas águas do Paraíba do Sul. Só na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, são abastecidas 8,4 milhões de pessoas.

Um alento é a expectativa, do Instituto Climatempo, de que este verão será duas vezes mais chuvoso que o anterior, com uma média de 140 mm. Em janeiro, são esperados 200 mm, enquanto que em fevereiro e março a marca deve ficar entre 100 mm. Mas, se as chuvas não caírem, a tendência é o uso das cotas de volume morto.

Como sindicato de saneamento, costumamos ressaltar a todos a importância de preservar a água, recurso natural indispensável e vital. A seca tem reforçado a necessidade de nos esforçarmos para usar a água com ainda mais consciência para não passarmos por uma crise de abastecimento sem precedentes no estado. Torcer para chover não vai adiantar de nada.

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