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RIO DE JANEIRO AMEAÇADO PELA SECA?

08/01/2015

A seca que atacou São Paulo pode trazer os mesmos problemas para o Rio de Janeiro, ainda que as autoridades neguem o risco de racionamento. Apesar de estarmos no período das chuvas, o nível dos reservatórios do Paraíba do Sul, cuja água abastece a região metropolitana, caiu pela metade em um mês - no início de dezembro, a capacidade era  de 3%. É o menor percentual histórico em 36 anos.

Apesar da expectativa por chuvas fortes (segundo informações do Instituto Climatempo, a média de chuvas prevista para o verão é de 140mm - o dobro do verão passado), especialistas alertam para a ameaça iminente. Em entrevista ao jornal O GLOBO, o diretor-executivo da Agência da Bacia do Rio Paraíba do Sul (Agevap), André Luis Marques, disse acreditar na necessidade de medidas de contingência durante o ano de 2015.  

 — Acredito ser inevitável que, em 2015, medidas mais pesadas precisem ser tomadas para conter a crise. A solução será negociada entre os estados - afirmou o especialista.

Para o caso de uma escassez de água, o Rio de Janeiro conta com algumas alternativas. Uma delas seria o volume morto do Paraibuna, cujo reservatório está com apenas 1% de volume útil e as cotas de volume morto nunca precisaram ser utilizadas. Outra alternativa é a captação do reservatório de Ribeirão das Lajes, em Piraí, operado pela Light.

Segundo o gestor da CEDAE, não há risco de racionamento. No entanto, a ANA - Agência Nacional de Águas - reduziu a vazão da Estação Elevatória de Santa Cecília, em Barra do Piraí, de 160 para 140 m³ por segundo entre os dias 24 de dezembro e 31 de janeiro, com o objetivo de preservar os reservatórios e a estabilização do Paraíba do Sul.

Por mais que a situação não seja alarmante, existem motivos para a população se manter alerta e, principalmente, economizar água. Com a redução do volume de água nos reservatórios que abastecem o Rio de Janeiro, qualquer desperdício de água pode ser lamentado no futuro. É fundamental também que o poder público tenha a transparência que faltou em São Paulo para orientar a população com a correção necessária, evitando que o povo fluminense sofra o mesmo que os paulistas. 

 

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