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JUNDIAÍ: UM EXEMPLO INTERESSANTE DE GESTÃO RESPONSÁVEL DOS RECURSOS HÍDRICOS

01/12/2014

O estado de São Paulo passa por uma seca tão forte que 40 cidades já realizam rodízio de abastecimento de água. Enquanto isso, Jundiaí é uma das poucas cidades do estado em situação confortável. Com 70% de sua capacidade de armazenamento, pode enfrentar a falta de chuvas com a tranqüilidade – a ANA (Agência Nacional das Águas) classifica o abastecimento no município como “satisfatório” - situação bem diferente da capital São Paulo, por exemplo, abastecida por um Sistema Cantareira com apenas 10% de sua capacidade. As palavras-chave para o sucesso jundiaiense na gestão hídrica são planejamento e execução.

É importante frisar que o “conforto hídrico” do município não se deve a apenas um prefeito ou governador, e sim a realizações de diversas gestões. Construída há 60 anos, a primeira represa da cidade passou por ampliações nas décadas de 70 e 90 e já existe a previsão para novas obras, mesmo sem sofrer os impactos da seca. "Nós não estamos com problemas, mas estamos planejando ampliar a represa. E se ocorrer outra seca grave como essa? Espero que não, mas se acontecer, temos que estar preparados", diz o diretor-presidente da DAE-Jundiaí, Jamil Yatim.

Uma medida importante, tomada em 1994, é apontada como a principal responsável pela situação atual do município. Prevendo o aumento populacional - Jundiaí possui aproximadamente 400 mil habitantes – a prefeitura fez um pedido ao Comitê de Bacias Hidrográficas para aumentar a captação do rio Atibaia. Na época, a cidade tinha autorização para captar 700 litros por segundos, e pedia para aumentar esse valor para 1.200 litros por segundo. O Comitê concordou com o pedido, mas fez exigências como a diminuição nas perdas de água no abastecimento, instalação de novos equipamentos hidrométricos e a construção de uma estação de tratamento de esgoto e de uma represa no rio Jundiaí-Mirim. As medidas foram atendidas e a captação, ampliada.

A represa do Jundiaí-Mirim tem um papel interessante: funciona como uma “poupança”. Quando o consumo da cidade é menor do total que ela pode captar do rio Atibaia, a água é direcionada para a represa, que "guarda" esses litros a mais para uma situação de estiagem, como a situação atual.

O planejamento pensado e executado ao longo dos anos fez do município uma exceção no estado mais rico do país. Não à toa, aparece no 5º lugar do Ranking do Saneamento 2014 elaborado pelo Instituto Trata Brasil, que avalia os serviços de saneamento das 100 maiores cidades do país. Jundiaí desponta como uma alternativa interessante de gestão responsável dos recursos hídricos num momento em que a seca evidencia o descuido das grandes cidades.

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