Bem-vindo ao STIPDAENIT   •   Fundado em 1985   •  
 
 
 
 

Notícias

NÚMERO DE INTERNAÇÕES POR DIARREIA REDUZ QUASE 86% EM DEZ ANOS

18/11/2014

Com a ampliação do serviço de esgoto, número de internações por doenças diarreicas caiu drasticamente em dez anos na Capital. Um levantamento feito pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) aponta que a taxa de pessoas internadas com sintomas relacionados ao saneamento ambiental inadequado é 85,89% menor que em 2003.

O estudo cruza dados registrados no DATASUS e informações do IBGE (contagem da população). No ano de 2003, a taxa de internação por doenças diarreicas era de 157,4 a cada 100 mil habitantes. Em 2013, o número caiu para 22,2 a cada 100 mil habitantes.

A melhora nos índices de saúde indica a evolução dos serviços de água e de esgoto da Capital.  Neste período, foram investidos R$ 779,32 milhões no município.

Nas duas primeiras etapas do Programa Sanear Morena, realizadas entre os anos de 2006 e 2013, o acesso da população da cidade ao serviço foi ampliado de 29% para 73%.  O sistema de abastecimento de água também foi ampliado e modernizado. Hoje a água tratada chega a 99,7% da população.

Os casos de diarreias são um indicador importante para avaliar os resultados do investimento em saneamento na melhoria da saúde pública. Isso porque elas são sintomas de enfermidades que representam mais de 80% das doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado no Brasil, causadas por vários agentes patógenos, como vírus, bactérias e protozoários.

Além da falta de acesso à água potável e esgotamento sanitário inadequado, condições precárias de moradia, higiene e contaminação por resíduos sólidos - o contato com lixo, por exemplo, são fatores que aumentam a incidência de doenças diarreicas. De acordo com a Unicef  (Fundo das Nações Unidas para a Infância), aproximadamente dois milhões de crianças morrem de diarreia todos os anos no mundo.

A Secretaria Municipal de Saúde confirma a redução no número de internações por doenças relacionadas a saneamento ambiental inadequado em Campo Grande. O órgão realizou um levantamento que leva em consideração o número de hospitalizações desde 2005, incluindo a Hepatite A.

A redução das hospitalizações por doenças diarreicas impacta também nas contas públicas. De acordo com o levantamento realizado no DATASUS, houve uma redução constante nos gastos do SUS com internações por diarreias na capital: de R$ 48.336,37 por 100 mil habitantes em 2003 para R$ 10.618,12 em 2013 - número 78,04% menor.

A meta em Campo Grande  é universalizar  o serviço de coleta e tratamento de esgoto nos próximos anos.  Para isso, estão previstos R$ 636 milhões em investimentos até 2025.

 

Fonte: Diário Digital/MS

•  Veja outras notícias
 
 
Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos de Niterói
Rua São João, 392 - Centro - CEP 24020-040 - Niterói / RJ
Fone : (21) 2719-6240   /   E-mail: contato@stipdaenit.org.br