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COM O CORO DE “FORA, VICTER”, TRABALHADORES REJEITAM PROPOSTA DA CEDAE

12/06/2014

Em assembleia realizada ontem, em frente ao edificio-sede da CEDAE, os trabalhadores reunidos em assembléia rejeitaram nova proposta da CEDAE, a qual, na prática, é mesma apresentada na segunda-feira. O STIPDAENIT convocou os trabalhadores de sua base para assembléia no dia 16 (segunda-feira), às 18h, na AFTAE, para decidir a posição da categoria. Caso não haja nenhuma proposta da CEDAE, a tendência é aderir à greve com os demais sindicatos, na próxima quarta-feira, quando ocorreria também uma mobilização em frente ao Palacio Guanabara para forçar as negociações diretamente com o governador Luiz Fernando Pezão.

A nova proposta da empresa foi rejeitada por unanimidade, afinal de contas, não trazia nada de diferente em relação ao que foi proposto nas negociações de segunda-feira:

  • Aumento salarial de 7,5%;
  • Ticket refeição de R$ 25 e ticket café da manhã de R$ 5 para os trabalhadores do setor operacional;
  • Cesta básica para todos os funcionários, com aumento de 7,5%;
  • Garantia de emprego para 99% do quadro de funcionários;
  • Letra  C da Progressão Horizontal de Letras para todos os trabalhadores até o final do ano;
  • Abono de R$ 3.000 por ano de acordo, pago em duas parcelas de R$ 1.500
  • Reconhecer o teto dos engenheiros nível 6 em 8,5 salários mínimos;
  • Bolsas de estudo e auxilios filho portador de deficiência, funeral e creche corrigidos pelo INPC (5,81%).

A falta de acordo com a CEDAE vem se arrastando há semanas. Na visão do presidente do STIPDAENIT, Francisco Carlos, isso se deve ao autoritarismo do presidente da companhia, Wagner Victer, que se recusa a aceitar as reivindicações da categoria. A expectativa era de que a reunião de ontem trouxesse novos avanços nas negociações, pois a situação financeira da CEDAE é favorável o suficiente para atender às demandas dos seus funcionários.

-  As negociações de hoje foram um balde de água fria, pois ele (Wagner Victer) mantém uma postura autoritária e reticente e não quer reconhecer o empenho de cada um de nós, que fez a arrecadação da empresa dobrar de valor. Ponderamos dizendo que, alguns anos atrás, o governo do estado subsidiava o nosso salário e hoje está sendo o inverso: é a CEDAE quem faz aporte para o governo. Vamos continuar unidos, mobilizados e em estado de greve até podermos exercer nosso direito de greve e fazer nossas reivindicações serem ouvidas nos quatro cantos do rio de janeiro.  

O ato teve a presença do deputado estadual Paulo Ramos, que engrossou o coro de “Fora, Victer” entoado pelos trabalhadores. Ele destacou o desrespeito da justiça com os trabalhadores e sindicatos e parabenizou a atuação dos sindicatos representantes dos cedaeanos, os quais tem cumprido com a obrigação de ouvir suas bases, dando espaço para as manifestações dos trabalhadores.

- Muitas categorias estão sofrendo a acusação de que a direção sindical não ouve a base e aqui é a base quem determina. A justiça vem se transformando em justiça do capital, multando sindicatos e autorizando cortes disparados. A greve é um direito que tem que ser respeitado – disse Paulo Ramos.

Para qualquer mobilização ser bem sucedida, é necessária a participação de todos trabalhadores. Mesmo aqueles que não deixam seus postos de trabalho para marchar com os demais companheiros podem apoiar a luta de outras maneiras.

- Está faltando o pessoal se mobilizar mais. Tem gente que não falta, não é descontada e ainda cobra resultado da gente. Quem trabalha tinha que aderir à operação tartaruga: fazer os serviços mais devagar – pondera o auxiliar de apoio Joselan Dutra, de Teresópolis.

 – A nossa categoria é muito prejudicada pela geografia, pois os postos de trabalho são dispersos e isso dificulta muito fazermos contato uns com os outros. Precisamos encontrar uma forma de trazer mais gente para os atos – destaca o auxiliar de apoio Afonso de Souza, também de Teresópolis.

- É fundamental que a categoria esteja unida e que estamos reivindicando um direito. A empresa anunciou um lucro de mais de 100 milhões de reais. Portanto, nada mais justo que nós recebamos a remuneração adequada – ressalta o operador de tratamento de esgoto da ETE Jardim Catarina (São Gonçalo), Ary Girota. 

 

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