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INVESTIR É PRECISO

19/05/2014

Não é novidade que o governo do Rio de Janeiro tem se comportado como privatista e oportunista. A privatização e o sucateamento dos serviços públicos são as maiores demonstrações dessa postura incompatível com quem deveria zelar pela qualidade de vida de uma população. São mais de 11 milhões de cidadãos fluminenses que sofrem com saúde e educação de má qualidade e transporte público deficiente.

Os parcos investimentos públicos se refletem na má qualidade dos serviços. Alegando não ter condições de melhorá-los, o governo os entrega à iniciativa privada, que promete mundos e fundos à população. Esta, iludida, cai no conto do vigário e aceita de braços abertos os empresários, piratas travestidos de salvadores do povo. “Pior que ta, não fica” e “todo serviço público é ruim mesmo” são as opiniões reinantes entre a população, que assiste passivamente o aumento de preço dos serviços, sem o esperado retorno em qualidade.

O estado do Rio de Janeiro sofreu uma onda de privatizações em serviços essenciais, como transportes, energia elétrica, telefonia e saneamento básico. A onda bateu e deixou estragos. Os serviços, como castelinhos de areia, foram seriamente danificados e a população, surpreendida com a força da onda, levou um “caixote” e comeu a areia.

Fossem os empresários interessados no benefício público, a onda seria uma marolinha, onde todos poderiam desfrutar do mesmo espaço harmoniosamente: enquanto o empresário garante seu lucro com a exploração do serviço, os usuários estariam felizes, satisfeitos com a qualidade proporcionada pelos investimentos. O caixa do governo seria desonerado, permitindo investimentos em outros setores importantíssimos, como Educação, Saúde e Cultura. Na prática, não é o que acontece: empresários sedentos por lucro se unem a políticos gananciosos, com o intuito de enriquecerem as custas do dinheiro público. Dessa forma, os investimentos em equipamentos não são realizados, a remuneração dos funcionários não é compatível com suas funções e o usuário sofre com um serviço de má qualidade. A complacência das agências reguladoras completa o quadro lamentável, pois só a falta de interesse explica os sucessivos aumentos de tarifas – principalmente nos transportes – sem as melhorias necessárias.

Resta à população, portanto, não se deixar levar outros “caixotes”. Cobrar das concessionárias qualidade nos serviços prestados é o nosso dever de cidadão. Para transformar a onda braba em uma marolinha, temos que nos manter unidos e combativos. O interesse público não pode ficar abaixo do interesse privado nunca. Temos que nos manter alertas e unidos, para juntos cobrarmos as mudanças e evitar que os serviços que ainda se mantém públicos sejam privatizados. Ou então, os caixotes persistirão, cada vez mais fortes. 

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