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NO LUGAR DE COMEMORAÇÕES, REFLEXÃO E COBRANÇA

21/03/2014

Neste sábado, será comemorado o 21º Dia Mundial da Água. A data é importante para todos refletirmos sobre o aproveitamento desse recurso essencial a qualquer ser vivo. A qualidade,  quantidade e distribuição são os principais pontos a serem questionados diariamente pela população, que deve estar sempre atenta e cobrando das autoridades o direito básico de acesso à água.

A qualidade da água distribuída no Rio de Janeiro é garantida pela CEDAE, que apesar dos muitos problemas de gestão por parte da direção da empresa e do governo do estado, conta com um quadro de funcionários dedicado e preocupado em fazer o melhor serviço possível e trata nossa água com alto padrão de qualidade. Mas, para essa água chegar nas torneiras da população, é necessário muito mais que empenho dos trabalhadores. É necessário investimento público, coisa que o governo do estado tem evitado. Pesquisas apontam que o acesso a água e esgoto tratado tem relação direta com a saúde da população. Dessa forma, essa falta de acesso interfere no desempenho escolar e laboral e na renda familiar, pois quanto mais vezes uma pessoa fica doente, maior será o gasto com remédios e despesas hospitalares.

Em termos de gasto, o brasileiro sai direta e indiretamente prejudicado. Estudo do Instituto Trata Brasil aponta que cada R$ 1 investido em saneamento poupa, em alguns estados, R$ 40 reais em saúde. Dinheiro público é dinheiro do povo; portanto, o cidadão sem acesso sai duas vezes prejudicado e o governo perde a possibilidade de economizar recursos para realizar investimentos em outras demandas da sociedade, como transportes, habitação e educação.

O acesso a água e esgoto, portanto, deveria ser universalizado, de forma que todos os brasileiros tenham uma vida mais digna. Mas, para tal missão ser cumprida até 2033, data estipulada pelo Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), seriam necessários investimentos anuais de aproximadamente 16 bilhões, sendo que o governo tem investido, em média, 8,5 a 9 bilhões no mesmo período. Portanto, mais uma meta que não será cumprida pelo governo, responsável por administrar a 7ª maior economia do mundo. É absurdo que um país com tamanho poderio econômico ocupe a 112ª colocação no ranking mundial de desenvolvimento em saneamento, com moradias em condições insalubres e rios e lagos  poluídos.

É claríssima, portanto, a importância do profissional da área de saneamento. Esse serviço imprescindível à população não pode ficar a mercê de interesses políticos e do capital privado. Nesse Dia Mundial da Água, vamos refletir sobre o peso de nossa profissão e cobrar das autoridades os devidos tratamento e preocupação com as nossas condições de trabalho e com a saúde da população do Rio de Janeiro e, solidariamente, de todo o Brasil.

 
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