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SANEAMENTO DA BAÍA DE GUANABARA TRARIA R$ 60 BILHÕES EM BENEFÍCIOS PARA O ENTORNO

07/11/2014

Estudo elaborado pelo Instituto Trata Brasil, com o apoio da Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (ABRAMPA), aponta diversos benefícios que a universalização do saneamento no Entorno da Baía de Guanabara traria para a população desses municípios. Além da descontaminação das águas com o tratamento do esgoto despejado – atualmente, esse processo é realizado sem tratamento – o potencial turístico da região cresceria, as atividades econômicas seriam mais valorizadas e a economia de gastos com saúde seria considerável.

Com 131 km de extensão e 380 km², a Baía de Guanabara é a segunda maior do Brasil (perde apenas para a Baía de Todos os Santos, no estado da Bahia, com 1223 km² e 200 km de extensão). Alguns dos maiores municípios do estado, como a capital Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo e Duque de Caxias são banhados por suas águas, como pode ser visto no mapa abaixo.

Dados do Sistema Nacional de Informações para o Saneamento (SNIS), do Ministério das Cidades, apontam que  em 2012 mais de 16% das moradias dos municípios da região ainda não tinham água tratada e 42% não tinham coleta de esgoto.

Tendo como referência os valores históricos de custo do investimento por acesso conforme expostos no banco de dados do SNIS, estima-se que a universalização do saneamento na região da Baía de Guanabara custaria em torno de R$ 27,7 bilhões, ou seja, um volume de recursos equivalente a 9,3% da soma do PIB (Produto Interno Bruto) dos municípios da Baía de Guanabara. Quase 60% desses recursos seria destinado ao saneamento dos municípios do Rio de Janeiro, Niterói e São Gonçalo e outra terça parte aos quatro maiores municípios da Baixada Fluminense – Duque de Caxias, Belford Roxo, Nova Iguaçu e São João de Meriti.

Apesar do alto custo, o retorno seria ainda mais significativo. O estudo aponta que R$ 60,2 bilhões seriam gerados ao longo de 30 anos. Esses valores incluem economia nos gastos com Saúde e Educação, maior valorização turística e imobiliária e aumento da renda do trabalhador.

 “O estudo é mais um estímulo a conseguirem aprimorar e expandir os serviços de água e esgoto. Saneamento traz redução de gastos em saúde, melhora a qualidade de vida e o meio ambiente, a educação e o turismo. É uma riqueza que precisamos perseguir, independentemente de quem governa, pois deve ser uma questão de Estado” – ressalta o presidente executivo do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos.

Algumas iniciativas tem sido tomadas pelo governo e pela CEDAE. O Pacto pelo Saneamento, instituído pelo Decreto Estadual 42.930/2011, é constituído pelos programas Lixão Zero e Rio + Limpo e pelo Plano Guanabara Limpa. O Lixão Zero tinha como principal meta a erradicação dos lixões dos 15 municípios da Baía de Guanabara, objetivo alcançado em 2012. O Rio + Limpo visa a coleta e tratamento de 80% de todo o esgoto do Rio de Janeiro. Até 2013, segundo o site do governo estadual, essa cobertura de esgoto tinha chegado a 35%.

Para a ocorrência da completa despoluição da Baía de Guanabara, é necessário tempo e aumento dos investimentos e, principalmente, vontade política para solucionar a questão. Quem utiliza as barcas com freqüência tem o privilégio de uma vista única do Rio de Janeiro e é difícil não imaginar o potencial turístico da baía, só para citar um exemplo de benefício direto com o saneamento. Além disso, a manutenção dos recursos hídricos se mostra cada vez mais urgente no mundo todo e é nessa direção que todos temos que nos mobilizar.

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