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EVOLUÇÃO DO SANEAMENTO NO BRASIL MUITO ABAIXO DAS METAS

10/06/2014

O Instituto Trata Brasil publicou o Ranking do Saneamento, uma avaliação dos serviços de saneamento básico prestados nas 100 maiores cidades do País. O objetivo do estudo é fazer um panorama do saneamento básico, de forma a conscientizar e estimular a população a ser mais envolvida nessa área tão importante para o desenvolvimento social. O estudo revela a parcela da população atendida com água tratada e coleta de esgotos, as perdas de água, os investimentos, os avanços na cobertura e o que é feito com o esgoto gerado pelos 78 milhões de brasileiros destas cidades.

A base de dados consultada foi extraída do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), divulgado anualmente pelo Ministério das Cidades. As informações são do ano de 2011 e foram fornecidas pelas empresas que atuam nessas cidades.

O Rio de Janeiro tem 10 cidades presentes no ranking, sendo Niterói a melhor classificada m(12º lugar) e a pior, Duque de Caxias (94º). A capital, Rio de Janeiro, aparece na 57ª colocação, uma queda brusca em relação ao estudo anterior, com dados de 2010, no qual o município aparece na 37ª colocação. Entre todas as capitais do País, figura na 13ª colocação.

 O relatório, no geral, mostra um tímido avanço dos serviços no país, ainda insuficientes para cumprir a meta do Plano Nacional de Saneamento (PLANSAB) de universalização até 2030.

O atendimento com água tratada nas 100 maiores cidades cresceu 0,9% em relação a 2010, atingindo 92,2% da população. A coleta de esgoto alcançou a taxa de 61,4% da população, tendo um crescimento de 2,2% em relação a 2010. Em relação ao tratamento, a taxa de crescimento é a mesma, mas o índice é ainda mais preocupante: apenas 38,5% de esgoto tratado nessas cidades. Cabe destacar, no entanto, as 732 mil novas ligações de esgoto e 530 mil ligações de água. 

Apesar da evolução nos últimos anos, com essas taxas de crescimento a universalização dos serviços até 2030 seria impossível.

Outro ponto que merece ser destacado é o percentual de perdas financeiras com água: 40,08%. No município do Rio de Janeiro esse percentual chega a 55%. Ou seja, para cada 1 litro de água produzido, são desperdiçados 550 ml, o que evidencia a necessidade de investimentos em novas tecnologias para que os processos sejam mais produtivos. De acordo com o estudo, o patamar ideal de perdas de água é de 15%, mas apenas quatro dos cem municípios pesquisados possuem níveis de perdas nesse patamar.

Esses dados deixam clara a necessidade de a sociedade, junto aos trabalhadores da área, brigar por investimentos e melhorias nos serviços de saneamento. É tarefa do poder público garantir o serviço de qualidade a baixo custo para a população, o que não tem sido feito. Ao contrário, os trabalhadores da CEDAE tem sofrido com o arrocho salarial e as más condições de trabalho, frutos do sucateamento promovido pelo governo. Isso reflete na vida da população fluminense, a qual em diversas localidades mal tem acesso a água tratada e convive com esgoto a céu aberto.

 

 

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